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Reforma Parte 1

Em Apocalipse capítulo 3, achamos a última das sete cartas às igrejas em Ásia Menor: a carta à igreja de Laodicéia. A carta é bem conhecida, mas a igreja não é. E como muitas coisas bem conhecidas, ela vem com alguma dificuldade. Quantos de nós lembramos um cântico de quando éramos mais jovens, aquele com que cantava com todo o seu ser, e, de repente, anos depois, você dá de frente com a letra do cântico escrita num lugar e descobre que o que você estava cantando todos esses anos era errado? Às vezes isso é o que a familiaridade faz para nós, até mesmo com a Bíblia. Às vezes há uma passagem que conhecemos bem e temos ouvido muito e até decoramos e um dia descobrimos que não é o que a Bíblia realmente quis dizer. 

“Você conhece meu pai?”

Enquanto minha esposa Lisa preparava jantar numa Quarta-feira, ela ouviu a tropa subindo a escada. Tianna entrou toda desesperada e falou, “Mãe, há um homem que foi espancado e ele está jogado na praça, sangrando”. Entre o que ela falava e o que Jordan falou, deu para entender que um morador de rua foi espancado por outros moradores de rua e ele com todos os seus pertences estavam jogados na praça. O homem nem podia se levantar. O coração da minha esposa quebrou por ele e ela começou orar em voz alta para Jesus ajudar ele. Assim ela tirou o macarrão do fogo e foi descer para ver a situação. Vendo o homem velho jogado na grama no outro lado da rua, ela me chamou e explicou a situação. Eu e uns homens da igreja fomos imediatamente para a praça para ajudar o homem no que podíamos e orar por ele. E os nossos filhos, não querendo ficar fora da ação e querendo “ajudar” foram também. Jordan foi logo comigo e chegou ao lado do homem sangrando e falou, “Aqui é meu pai, aquele que eu estava falando para você”. E assim eu sentei na grama com Jordan e o homem, fomos orar e falar de Jesus enquanto esperávamos a ambulância chegar.

 

Quando entro numa igreja hoje em dia, uma coisa sempre chama a minha atenção e me faz perguntar: “Onde estão os homens?”. Alguém pode me apontar um grupo de pessoas do sexo masculino. Mas não é isso que estou perguntando. Pois há uma diferença entre TER o corpo de homem e SER homem. O corpo é algo físico, mas ser homem é muito mais que isso. Ser homem envolve certa postura, uma maneira de agir, que é bem diferente da mulher. Parece que ser homem evangélico hoje quer dizer gentil, doce, falar baixo, e muitas outras características que eu estava procurando numa esposa. Onde estão os homens? Onde estão aqueles que levantam a voz para defender a fé e morrer por ela, se necessário. Se estivéssemos numa guerra e eu tinha que escolher os companheiros de batalha, pode crer, não seria um homem carregando a bolsa da sua mulher.

1 Co 16.13: Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, ajam como homens, sejam fortes.