Copyright 2017 - Custom text here

 

A Rainha Maria I da Inglaterra reinou como Rainha da Inglaterra por cinco anos (1553-1558). Ela foi a primeira rainha reinante desde a disputada Matilda no século XII. A maioria dos historiadores considera seu reinado infrutífero na medida em que não conseguiu cumprir seu sonho de retornar a Inglaterra à Igreja Católica Romana. Ela também nunca teve filhos próprios para continuar sua dinastia na Inglaterra.

Nascido em 1516 para o rei da Inglaterra, Henrique VIII, e Catarina de Aragão, Maria viveu uma vida tranquila como uma princesa real até 1527, quando o rei começou procurar anular seu casamento com a mãe dela. Como Catarina não o deu um herdeiro masculino, Henrique temia que, se Maria herdasse o trono, a guerra civil poderia resultar. Como o papa recusou a anulação em 1533, os bispos de Henrique dissolveram o casamento e permitiram que ele fosse casado com Ana Bolena, que logo deu à luz a meia-irmã de Maria, Isabel. Ao todo, a Inglaterra assim se separou da Igreja Católica Romana e começou a seguir o anglicanismo. Após a morte de Catarina, Henrique, por sua vez, executou Ana Bolena com acusações falsas de conspiração de adultério. Sua próxima esposa, Joana Seymour, deu à luz seu herdeiro desejado, Eduardo. Assim Maria e Isabel foram tratadas como bastardos reais.

Henrique morreu em 1547 e seu único filho homem herdou a coroa como Rei Eduardo VI. Eduardo foi o terceiro monarca da Casa dos Tudor e o primeiro rei inglês criado como protestante. Já que Eduardo tinha apenas nove anos de idade quando assumiu o trono, ele não podia exercer o poder. O testamento de Henrique nomeou dezesseis executores para servirem num conselho regencial até Eduardo completar dezoito anos. Debaixo desses executores aquilo que se pode chamar de uma verdadeira Reforma Protestante aconteceu na Inglaterra. Conselheiros e teólogos foram convidados do continente para ajudar com a Reforma Inglesa. O mais importante deles foi Martinho Bucer, reformador alemão e amigo de Calvino. O protestantismo Inglês começou a tomar uma forma definitiva, e essa forma era calvinista. Cranmer lançou os Quarenta e Dois artigos da Igreja da Inglaterra em 1553. Estes mais tarde tornaram-se a Trinta e Nove artigos sob a Rainha Isabel. Eles eram bem Protestantes e permanecem em efeito para as igrejas anglicanas até hoje, embora sejam amplamente ignorados.

Infelizmente, Eduardo morreu prematuramente em 1553 de tuberculose. Seu conselho e oficiais eram contra a sucessão de sua meia-irmã católica Maria, pois pensava que a sucessão dela colocaria em perigo a reforma inglesa e eles tinham várias razões para temer isso. Assim uma facção de nobres protestantes tentou colocar Joana Grey, ou a "Rainha de nove dias", no trono. Mas devido o apoio esmagador de Maria, ela asumiu o trono e evitou uma séria guerra civil. Apenas poucas execuções seguiram, incluindo a de Joana.

Maria odiava o protestantismo e a Igreja Inglesa Reformada e imediatamente foi trabalhar trazendo a fé Católica Romana de volta à Inglaterra. Inicialmente, ela fez isso revogando as proclamações religiosas de Eduardo VI e substituindo-as por antigas leis inglesas que condenaram heresia contra a Igreja. Ao realizar a última ação, Maria ganhou seu apelido, "Maria Sangrenta", pois durante seu reinado, ela tinha mais de trezentos pessoas queimadas na fogueira por heresia.

Ela prendeu e queimou muito dos principais reformadores, incluindo Cranmer, Latimer, Bradford, Ridley e Hooper. O martírio do Cranmer foi interessante, porque sob pressão, ele negou seu protestantismo. Mas no dia em que seria queimado, ele pediu desculpas publicamente para a retratação, e declarou que sua mão direita, que assinou a retratação, sofreria primeiro. Assim ele colocou a mão no fogo até que ela queimou-se. Quando Latimer e Ridley foram queimados, Latimer falou a famosa frase segundo Foxe: "Tenha bom ânimo, Mestre Ridley, e faça sua parte como homem; nós, este dia, acenderemos uma vela pela graça de Deus, na Inglaterra, que eu creio que nunca será apagada".

Desde o tempo da igreja primitiva, crentes têm entregues suas vidas à morte em vez de negar sua fé e Àquele que os comprou.

Judas nos fala na sua carta no versículo 3: Amados, embora eu quisesse muito escrever a vocês sobre a salvação que temos em comum, senti que era necessário escrever sobre algo mais, os implorando a lutar fervorosamente em defesa da fé que Deus confiou de uma vez por todas ao seu povo santo”.

Hoje, é essencial que não negligenciamos a mensagem de Judas. Ele escreveu de uma ameaça atual na igreja primitiva. Hoje o evangelho está sendo atacado, tanto por seus inimigos declarados como muitos que declaram ser amigos das Boas Notícias.

Judas 4: Falo isso, pois certos homens têm entrado no meio de vocês sem serem notados, aqueles que foram marcados para a condenação que estou para descrever; homens que desprezam a Deus, que pervertem a graça de Deus dizendo que ela permite que vivamos vidas imorais e que negam nosso único Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

A mensagem de Judas era: “Defende a Fé”. O chamado de todo crente é “lutar fervorosamente em defesa da fé”. Sei que lutar não é a palavra da hora nesse tempo da igreja efeminada, mas é a palavra da Bíblia. Existe uma verdade que vale a pena lutar, que vale a pena defendê-la. Existe uma verdade que vale a pena morrer por ela. É muito difícil as pessoas entenderem isso hoje. Morrer por uma pessoa, tudo bem. Mas, morrer por uma verdade, uma doutrina? Não foi sempre assim. A fé que nós amamos foi preservada pelo sangue de centenas de Reformadores. Ao todo, mais do que seiscentas pessoas foram queimadas na estaca por causa da sua fé, entre 1500 e 1558.

Precisamos citar e lembrar mais uma vez que a Reforma Protestante não era uma transformação da igreja, contudo uma saída da igreja daquela época. Era uma volta às crenças originais do cristianismo. Os Reformadores não acreditavam que estavam lidando com dois tipos de cristianismo, um que poderia ser verdadeiro e o outro falso. Era uma briga pela verdade como Judas falou: “lutar fervorosamente em defesa da fé”; uma briga que valeu a morte de muitos deles.

Bem aqui somos obrigados a parar e perguntar: “O que leva alguém voluntariamente abrir mão da sua própria vida?”

Muitos pensam que Reforma é sobre pessoas revoltadas e rebeldes, mas não é; é sobre amor. Reforma é amor por Deus, pela sua igreja, pela sua verdade e pelas coisas dEle. Reforma é olhando para o que deve ser, mas vendo que não é e não aceitando.

Não posso aceitar a condição da igreja atual e fingir que está tudo bem, pois não está. E creio que existe algo em você que sente a mesma coisa; o Espírito Santo está te incomodando. Existe algo em você que quando vais à igreja sentes como Maria Madalena no dia em que foi ao túmulo de Jesus e não O achou lá.

João 20.11-15; Maria; porém, ficou do lado de fora do túmulo chorando, e enquanto chorava, ela se abaixou e olhou para dentro. 12 Ela viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estava o corpo de Jesus, um estava na cabeceira, e o outro, nos pés. 13 Os anjos perguntaram a ela: “Mulher, por que você está chorando?” Ela respondeu: “Levaram meu Senhor, e eu não sei onde o colocaram”. 14 Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali em pé, mas ela não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou a ela: “Mulher, por que você está chorando? Quem você está procurando?” Ela pensou que ele era o jardineiro e disse a ele: "Senhor, se você o levou, me fale onde o colocou, e eu irei buscá-lo”.

“Mulher, por que você está chorando?” Por que está chorando? Como não chorar???

Maria Madalena amava a Jesus, pois ela tinha sete demônios quando O conheceu e Ele mudou a vida dela. Ela estava lá no Gólgota chorando quando Jesus morreu e alguns dias depois foi ao túmulo dEle. Ao chegar lá, achou o túmulo vazio; assim ela chorava de desespero por não ver Jesus onde achava que devia estar. Ela amava Jesus e sua ausência a perturbou. “Onde você o colocou? Me fala e eu irei busca-lo.”

É assim que sinto quando entro em alguns lugares nomeados como “Casa de Deus” e descubro que Ele não está mais lá? Algo no meu interior quer gritar: “Onde colocaram Jesus? O que vocês fizeram com meu Senhor?”

Olho para os líderes de hoje e quero saber: “O que fizeram com a igreja dEle e porque refere a ela (a igreja) como sua? E por que chamam ‘minhas ovelhas’ quando na verdade elas são dEle? E por que cobram 10% para alguém se membrar com a promessa vazia de benção, ou pior, maldição se não pagar? E tudo isso sem nenhuma base bíblica no Novo Testamento?” Dízimo era algo da lei e eram três. Por isso a palavra em Malaquias é dízimos (no plural). Quem hoje prega sobre três dízimos e quem sabia que havia três? No entanto, para aquele que prega sobre dízimo queria saber: “Prega também a circuncisão? Pois as duas estão no Antigo Testamento, tanto Dízimos quanto Circuncisão. Qual o critério para aceitar um e abolir o outro? E por que tem que ser batizado para tomar a Santa Ceia, mas não para dizimar?”

O que temos feito com a noiva de Cristo? Temos trocado relacionamentos com Deus e o desejo de espalhar o Seu Reino por doutrinas não bíblicas e sistemas de marketing e assim construímos os nossos próprios reinos. Você já foi em alguma dessas conferências que pregam visões e métodos? Percebeu que o nome da visão ou do método é citado bem mais do que o nome de Jesus? Por que será? E o que falar das fotos de homens em placas de igrejas? Temos preocupação em fazer os nossos nomes, o das “nossas igrejas”, nossos métodos e nossos ministérios conhecidos. Ao invés de cuidar da noiva de Cristo como Ele pediu, temos usurpado sua posição, manipulando-a.

Pense agora comigo: Se eu estivesse que viajar e pedisse para que você cuidasse da minha esposa em minha ausência, fazendo recomendações para que ela fique bem e tenha o que comer, que sentimento eu teria, quando eu voltasse e a encontrasse te servindo, limpando sua casa, lavando suas roupas e cozinhando para você? Afirmo te que terias sérios problemas comigo, pois não era isso que eu havia pedido. E não foi o que Jesus pediu a nós? Jesus veio para servir, não para ser servido e Ele nos pediu que servíssemos a Sua Noiva, não aproveitar, usar e dar ordens a ela.

O pior seria se eu descobrisse que alguém estava abusando de minha esposa, violentando-a, e você sabendo, não fez nada, foi omisso, não a socorreu. Primeiro, vou te arrebentar e depois ir atrás daquele que abusou dela. Hoje tem um monte de líderes que assistem a outros abusando da Noiva e ficam calados, Jesus vai te achar para uma prestação de contas.

Quem me conhece sabe que eu nunca escondi o ódio que tenho por religião, por sistemas religiosos e por homens que brincam de Deus. Nunca escondi meu desejo de uma revolta geral nas igrejas resultando numa reforma e o povo de Deus voltando a simplicidade do evangelho encontrado na Bíblia. Pois a igreja está cheia de muitas coisas, mas Jesus não é uma delas. O Espírito de Deus deixou a igreja já faz muito tempo e nós estamos tão envolvidos com o movimento para lá, para cá, que mal percebemos quando Ele saiu. Poucos estão perguntando: Onde colocaram meu Senhor? Mas isso é a minha esperança: que existem alguns que estão perguntando, alguns que estão ciumentos por Deus.

Se você é um desses, pode saber: é Deus que colocou em você esse ciúme pelas coisas dEle. É Ele que colocou em você o zelo que te leva a sentir ofensa com tudo que acontece na igreja: a adoração de homens, o foco em dinheiro e coisas materiais, o desprezo pela Bíblia, a liberação de pecado... E você sabe que Deus está ofendido.

A minha esperança hoje é que Deus desperte em você um amor maior por Ele e pelas coisas dEle. Que Deus coloque uma indignação inteligente em você como os profetas e reformadores dos tempos passados, pois eles eram indignados com a situação do povo de Deus e o abuso dos líderes, mas deixaram Deus os guiar ao invés da ira justa deles.

Eles eram reformadores, revolucionários, defensores da fé, e eles amaram a Jesus e Sua Verdade mais do que a própria vida.

Ap 12.11: Mas eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram, pois eles não amaram as suas vidas, mesmo diante da morte.

Poderá nos custar a vida, mas no fim valerá a pena.

 

Soli Deo Gloria