Copyright 2017 - Custom text here
Category: Livros
Editor: Geração Benjamim
Link: Link
Hits: 1569
Lent status: Available

Review

Quase vinte e seis anos atrás eu fiz um voto à minha esposa que vale até hoje: “Até que a morte nos separe”. Um voto que a maioria dos casais fazem e aqueles que não fazem, no mínimo, entendem que deve ser assim; que o casamento não é simplesmente uma maneira mais avançado de namorar, mas deve ser para a vida.

Como todos os casamentos nosso também tem passado por dificuldades, algumas tão bravas que eu não sabia como nós íamos as sobreviver. Mas umas das coisas principais que nos ajudou a lutar e não desistir era que estávamos juntos nesse negócio até o fim, isto é, até que um de nós morrer ou Jesus voltar. É incrível como você luta por algo quando sabe que não tem saída. E isso é o que falta hoje nos casamentos, o sentimento que não tem saída, pois só basta olhar ao seu redor e verá muitos crentes que aparentemente acharam uma saída.

Hoje a igreja é uma bagunça e muitas famílias estão destruídas por causa dessa epidemia de divórcio. Mas o que faremos com uma igreja na qual o divórcio é normal e o adultério se chama de novo casamento? Como um assunto tão importante ficou tão confuso?

Pergunte a pastores ou teólogos se é errado para os cristãos fazer um aborto, e você vai descobrir que há um consenso entre eles que diz sim, que é errado. Pergunte-lhes se um cristão é justificado por roubar um banco pelo fato dele ser pobre, e todos vão concordar que a pobreza não justifica o roubo. Mas pergunte a esses mesmos ministros se é errado para um cristão se divorciar de seu cônjuge e a confusão começará. Em nossos dias não há nenhuma mensagem clara da igreja contra o divórcio. Como resultado, dentro da igreja, divórcios e recasamentos têm alcançado proporções epidêmicas. Infelizmente é um daqueles assuntos que a maioria dos cristãos prefere nem lidar. É muito mais conveniente para eles ignorar essa controvérsia, racionalizar o seu aumento entre os cristãos, ou permanecer em silêncio em apoio tácito.

Todo mundo sabe que o divórcio é comum hoje em dia, mas talvez poucos percebessem o quão comum ele está. Em 1890, uma em cada 1.000 pessoas participaram de um divórcio. Mas em 1978, uma em cada 97 pessoas nos EUA participaram de um divórcio! Hoje 41% dos primeiros casamentos, 60% dos segundos casamentos e 73% dos terceiros casamentos terminam em divórcio.

Para as pessoas do mundo, dá para entender, pois elas estão sem Deus e jamais podemos esperar que elas agissem de uma maneira que Deus aprove. Mas o problema é que nós não estamos falando só de incrédulos, mas de pessoas que se chamam “filhos de Deus”. A verdade é que mais crentes estão se divorciando hoje em dia do que não crentes.

Meu objetivo ao escrever este livro não é de condenar aqueles que já sofreram um divórcio, mas de levar todos à convicção de que o divórcio não é uma alternativa aceitável. Para resolver qualquer problema, uma pessoa deve pesar as alternativas, então descartar o inaceitável e perseguir o aceitável. Casais com sérios problemas conjugais estão confrontados com apenas duas alternativas: resolução dos problemas ou então o divórcio. Se os cristãos chegarem a um acordo unânime de que o divórcio não é uma alternativa aceitável, então eles podem dar-se plenamente à resolução dos problemas que eles enfrentam. Minha sincera oração e desejo é que lares desfeitos possam ser reconstruídos e fortalecidos, em vez de divididos e destruídos pelo divórcio. Mas isso tem que começar com a firme convicção de que o divórcio não é uma alternativa aceitável, especialmente para os cristãos.

Nossa cultura não deve determinar a nossa posição a respeito de casamento, divórcio e recasamento. Até mesmo a igreja em geral não deve determinar a nossa posição. A igreja, afinal de contas, na maioria das vezes, fica com o mundo. O próprio Deus determina a nossa posição. Assim nós nos submetemos à sua Palavra. O que dizem as Escrituras? Essa é a pergunta para nós.

Mateus 19.5-6: ‘Por esta razão um homem deixa seu pai e sua mãe para se unir permanentemente com sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne’. 6 Assim, não são mais duas, mas sim uma só carne. Não deixem ninguém separar o que Deus juntou.

Até que a morte nos separe!

Até que a morte nos separe!