4 marcas da Igreja Primitiva que a Igreja Moderna precisa.
Pr. Jeff Fromholz13 de nov de 2010
4 marcas da Igreja Primitiva que a Igreja Moderna precisa.
Os crentes na igreja primitiva tinham uma fé dinâmica, viva. Mas algo tem mudado desde lá. Parece que os crentes estão cansados, fazendo um papel numa grande peça de teatro, mas nada é real. Nós temos que voltar aquela fé pura e simples, o evangelho que falava em morrer por algo em vez de viver por nada. A igreja primitiva viveu em acordo com as Boas Notícias que receberam dos apóstolos e compartilhou com qualquer um que deu ouvido. E assim, eles “viraram o mundo de cabeça de baixo”. (Atos 17.6)
Mas o que era que eles tinham? Como que era a igreja primitiva?
Quatro coisas marcaram a igreja primitiva: Um temor genuíno do Senhor; Separação do mundo; Uma simples obediência aos ensinos de Jesus; e Amor sem condições.
(1) Temor do Senhor
Atos 9.31; A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.
O que era que colocou um temor neles? Ananias e Safira (Atos 5.1-2, 5, 11, 13)
Deus deseja que tememos Ele.
Dt 5.29; Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e aos seus filhos, para sempre!
E isso não é para ser confundido com reverência. É medo; phobos no grego. Era isso que marcou a igreja.
O que nos leva a temer o Senhor como crentes?
Um conhecimento de como nosso Pai celestial responde a pecado; a resposta dele é violenta. É uma ira funda, um ódio profundo.
"uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus?" (Hb 10.27)
Deus não dispensa nada do Seu imenso poder se vingando contra pecado. Um inferno eterno está preparado para o diabo e seus anjos e espera todos que abraçam seus pecados, sem levar em consideração sua profissão religiosa.
O Incrível é que nós nos convencemos que Deus jamais nos julgará, os seus filhos, e isso nos leva a ter uma grande FALTA DE TEMOR.
Como uma falta do temor do Senhor se mostra na vida de alguém?
Ele peca facilmente, casualmente, e é defensivo ou apático quando confrontado com pecado.
"Ninguém é perfeito. Não seja tão crítico e legalístico!"
Enquanto ele teme desagradar os homens, está duro a Deus, despreocupado em ser ofensivo a Deus.
Reclama de exortações, despreza reprovação e instrução, recusa em se submeter, e se justifica.
Sem o temor do Senhor, somos garantidos a se tornar tudo que sempre falava que não queria ser.
Como o temor do Senhor se mostra na prática da vida?
Pr 8.13; Temer o SENHOR Deus é odiar o mal.
É uma disposição a odiar pecado e isso nos faz deixar.
Pr 16:6; pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal.
O temor do Senhor nos impede de desobedecer a Deus, independente das conseqüências.
(2) Separação do mundo.
2 Co 6.17; “Portanto, saiam do meio deles, e se separem deles.
Por quase 2.000 anos os crentes tem tentado provar Jesus errado. Eles insistem que podemos ter as coisas boas desse mundo e as de Deus.
Muitos de nós somos iguais de os incrédulos morais, além de estar numa igreja domingo.
Nós assistimos as mesmas coisas na TV. Temos as mesmas preocupações sobre os problemas nesse mundo. E estamos tão envolvidos como eles no consumerismo e alvos matérias.
Muitas vezes nosso “não desse mundo” existe na teoria mais do que na prática.
Mas a igreja no início não era assim.
Eles viviam debaixo de princípios e padrões diferentes do que o resto do mundo.
Eles rejeitaram o entretenimento, as honras, e as riquezas do mundo.
Eles eram de um reino diferente e escutavam a voz de um Senhor diferente.
Pelo fato que entenderam que essa terra não era a sua casa, ele não temiam a morte.
Justin Martyr explicou aos romanos: “Desde que os nossos pensamentos não são fixos no presente, nós não preocupemos quando os homens nos matam. A morte é uma divida que todos de nós temos que pagar de qualquer jeito.”
Temos que entender que esse mundo e o próximo são inimigos e nós não podemos ser amigos dos dois.
Mt 6.24; Ninguém pode servir a dois senhores.
Os primeiros crentes foram criticados por não curtir o entretenimento da época, de não ir às festas, de não aproveitar tudo que esse mundo oferece.
Será que alguém culparia a igreja moderna disso?
Hoje somos criticados por causa da nossa cobiça por dinheiro e sendo hipócritas.
Nós não somos separados, mas precisamos ser.
(3) Uma simples obediência aos ensinos de Jesus.
Para os primeiros crentes, confiando em Deus era muito mais do que um testemunho completo com lagrimas nos seus olhos falando do “dia que eu confiei no Senhor”.
Era crendo que se obediência até significava muito sofrimento, Deus é alguém confiável suficiente de manter a pessoas durante a dificuldade.
Para eles, de dizer que confiava em Deus enquanto recusava obedecer ele era uma contradição.
1 João 2.4; Se alguém afirma, "Eu conheço a Deus", mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele.
O seu cristianismo era mais do que palavras.
Eles obedeceram totalmente, como uma criança, os ensinos de Jesus e dos apóstolos.
Eles não pensavam que tinham que entender antes de obedecer.
Eles simplesmente confiavam que a maneira de Deus era sempre a melhor maneira.
Clemente perguntou: “Quem então é tão irreverente de desacreditar Deus, e de exigir explicações de Deus como se fosse de homens?”
Eles confiavam em Deus porque viviam maravilhados da sua majestidade e sabedoria.
O exemplo maior da sua confiança total em Deus era sua aceitação de perseguição.
Desde o tempo do Imperador Trajan (100a.C.), até o Edito de Milão em 313, a prática de Cristianismo era ilegal dentro do Império Romano. E assim, todo crente viveu todo dia com uma sentença de morte diante dele
O fato que eles estavam dispostos a sofrer em vez de negar seu Deus era uma ferramenta muito grande de evangelismo.
A palavra no grego por “testemunho” é mártir.
Em muitos lugares nas nossas Bíblias onde nós lemos testemunho, o crente primitivo estava lendo mártir.
Por exemplo, em Ap 2.13 lemos: “Antipas, minha fiel testemunha, foi morto nessa cidade”. Os primeiros crentes leram: “Antipas, meu fiel mártir”.
Eles entenderam que obediência a Deus podia resultar na tortura e morte de muitos deles, mas eles estavam totalmente convencidos que obediência era melhor e no fim o seu Pai não ia deixar a sua igreja ser aniquilado.
Foi esse entendimento que levou Paulo a dizer: “Eu posso fazer todas as coisas em Cristo, aquele que me dá toda a força que eu preciso”. (Fp 4.13)
Amor sem condições.
Em nenhum outro tempo na história de cristianismo, amor caracterizava a igreja como nos primeiros três séculos.
Até os romanos declaravam: “Olha como ele amam um a outro!”
Um grupo de pessoas que uma vez amavam e juntava coisas por si mesmo começaram vender o que tinham para ajudar e compartilhar com quem não tinha.
Tinham uns que deram da sua necessidade por pensar que podiam agüentar a dificuldade melhor do que outro irmão.
Quando uma praga devastava o mundo antigo durante o terceiro século, os crentes eram os únicos que cuidavam pelos doentes.
Os pagãos estavam jogando membros da sua própria família na rua, antes de morrer, para se proteger enquanto os cristãos se arriscavam a morrer também.
Uma vez um ator converteu, mas devido o fato que o teatro era muito imoral, ele decidiu que ele não podia mais atuar. Então ele foi falar com os líderes da sua igreja se seria aceitável ele dar aulas de teatro, pois somente era isso que ele sabia fazer. Eles sem saber como responder escreveram para líderes numa outra cidade que responderam, “Se não é correto alguém exercer a profissão de ator, então ensinando outros a fazerem não é correto também. Mas, se é somente isso que ele sabe fazer, então vocês como igreja deve assumir ele como se fosse uma viúva ou órfão e prover pelas suas necessidades. E se vocês não têm condições a fazerem isso, manda ele pra cá e nós cuidamos dele”.
Imagine alguém sendo preocupado em se seu trabalho glorificava Deus ou não.
E imagine uma igreja sendo tão preocupado com a situação que procurava conselhos de outra igreja.
E imagine uma igreja oferecendo sustentar alguém que nunca conheceu somente por ser irmão em Cristo.
Não há dúvida de por que cristianismo espalhava tão rapidamente pelo mundo antigo sem nenhuma organização missionário ou programas evangelísticos.
O amor que eles praticavam atraiu a atenção do mundo bem como Jesus falou: “Por meio disso todos saberão que são meus discípulos, se tiverem amor uns pelos outros”.
Clipe: “Love has no end”.
Conclusão:
Quatro coisas que nós podemos buscar em nossas vidas como igreja: Um temor genuíno do Senhor; Separação do mundo; Uma simples obediência aos ensinos de Jesus; e Amor sem condições.
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