Fig. 0O autor e a obra
Jeff Fromholz
Quase tudo que ele escreveu tem um destinatário, e é sempre o mesmo. Jeff Fromholz, pastor e missionário americano no Brasil desde 1997, passou mais de duas décadas falando com jovens: em acampamento, no rádio, em livro, em apostila, no púlpito de uma igreja no interior do Rio.
A origem disso ele conta de passagem, no meio de uma pregação, sem dar importância: quando se converteu, por volta dos dezesseis anos, não teve ninguém para discipulá-lo. O ministério inteiro parece a resposta demorada a essa falta. A Geração Benjamim, que ele fundou, nasceu de três palavras proféticas sobre ele e a esposa com uma ênfase só, “Jovens! Jovens! Jovens!”, e se tornou um movimento sem bandeira de igreja nem denominação, para que qualquer jovem pudesse entrar sem primeiro ter de escolher um lado.
O método é o que ele chama de na lata. Falava de masturbação, sexo antes do casamento, namoro dentro da igreja e música secular numa época em que quase ninguém falava, e sem a delicadeza que, na conta dele, só serve a quem pergunta. “Não adianta a gente ser delicado e medroso com algo que está destruindo as suas vidas”, escreveu. “Eles até apreciam a honestidade.” Quando cobrava, cobrava incluindo a si mesmo: dizia que voltaria atrás em cada toque errado do próprio namoro, e que nisso era igual à maioria dos pastores e pais que conhecia.
A tradução da Bíblia que ele começou, a VPV, Versão Palavra Viva, saiu da mesma teimosia. Depois de anos tentando fazer jovem ler a Bíblia, concluiu que o problema não era preguiça: era não entender o que estava escrito. “Fomos confrontados com uma decisão: fazer uma nova tradução ou ensinar os jovens o Português de 1753. Nós decidimos traduzir a Bíblia.”
Entre 2003 e 2008 ele e a equipe rodaram o país com conferências e acampamentos, ministrando paramais de 60 mil jovens. Quase nada disso foi publicado de forma organizada. Ficou em pastas: arquivos de texto, apostilas, gravações de culto, cartas, os programas de rádio, a tradução inacabada.
Este site existe pra tirar isso da pasta. É um arquivo, não um blog: o material foi reunido, identificado, datado e numerado peça por peça, e não vai mudar de semana em semana. O que está aqui está inteiro, aberto, sem cadastro e sem bloqueio, porque a coisa toda foi escrita pra ser lida.
A linha do tempo, pelo que ele mesmo contou
- c. 1989Converte-se aos dezesseis anos, e não encontra ninguém para discipulá-loEle conta isso de passagem numa pregação de 2004. É a falta que explica o resto.
- 1997Chega ao Brasil com Lisa, para o Projeto Amazonas, em SantarémFunda e pastoreia uma igreja em Alter do Chão, no Pará, por seis anos.
- c. 2001Três palavras proféticas sobre ele e a esposa, com uma ênfase só: “Jovens! Jovens! Jovens!”A direção da vida dos dois muda a partir daí.
- c. 2002Num acampamento em Boa Vista, a visão encontra a do Pr. Donald ShafferOs dois foram ministrar aos jovens e saíram de lá com a Geração Benjamim.
- 2003–2008Conferências e acampamentos pelo país: mais de 60 mil jovensSem bandeira de igreja ou denominação, de propósito.
- 2004O programa de rádio, 24 episódios, respondendo o que jovem pergunta de verdadeNamoro, masturbação, música secular, tatuagem, inferno. Meia hora e uma resposta direta.
- 2009“No Sex” sai pela Editora Naós; já eram dez livros escritosQuase todos endereçados à mesma geração.
- em dianteA VPV, uma tradução própria da Bíblia, capítulo a capítuloPorque os jovens não liam o que não entendiam.