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Folha A·104
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
20 de mar de 2004

Deus está Morto

Pr. Jeff Fromholz20 de mar de 2004

Como um menino criado num lar de pastores virou o filósofo que decretou a morte de Deus — e a pergunta incômoda que isso faz pra sua própria fé.

Essas são palavras que eu li um tempo atrás de um cara chamado Nietzsche e elas me chocaram e me levaram de parar e pensar muito. Como alguém podia fazer uma declaração assim? Como alguém pode chegar no ponto de falar algo tão radical e com tanta convicção? Eu me esforçei de entender os pensamentos dele; de como ele chegou nessa conclusão.

Atéu e filósofo alemão, Nietzsche nasceu na Alemanha em 1844. Ele cresceu num lar cristão, se dar para e o seu pai e seus avôs eram pastores protestantes. Nietzsche teve muito desse espírito religioso durante a infância, e pretendeu continuar a linhagem. Os coleguinhas o chamavam de pequeno pastor, rejeitando maiores relações com ele. Lia a Bíblia, para si e para os outros. Mas, ainda assim, se afastou do caminho de Deus. Então minha pergunta é seguinte, "Como alguém com um começo desse pode chegar ao ponto de odiar Cristianismo? Como alguém criado na igreja pode chegar ao ponto de rejeitar a fé do seu pai e se virar um rebelde de vida contra Cristianismo?"

Depois um tempo pensando e tentando entender ele eu também chegou á mesma conclusão, Deus está morto.

Se a prova de Deus sendo vivo é para ser achado nas vidas dos Seus seguidores que declaram que Ele é um Deus poderoso que muda e transforma vidas enquanto eles continuam nas suas vidas cheias de pecados aparentemente não mudando, um está deixado com uma conclusão só, Nietzsche estava certo, Deus está morto.

“Deus pode mudar a sua vida” eles dizem. Mas, a onde está a mudança na suas?

Se o mundo está olhando para a sua vida, o que eles vão achar, um Deus morto ou um Deus vivo?

Eu entendo de como Nietzsche chegou nessa conclusão. Ele só tinha que olhar para os “crentes” na época dele falando do amor de Deus e odiando; falando de santidade e pecando; falando de um Deus que veja tudo e vivendo como Ele se fosse cego; falando do inferno e não se importando. É bem óbvio de como ele chegou nessa conclusão.  Se os crentes são a prova de um Deus vivo, a maioria vão achar Ele morto.

Será que isso é simplesmnte um fenômeno particular á época de Nietschze?  Ou será que nós temos o mesmo problema hoje no meio do povo evangelico, os "crentes"? Se paramos um pouco e somos honestos conosco mesmo, temos que admitir que se nós somos a prova de um Deus vivo, é bem provável que o mundo vai chegar na conclusão que Deus está morto. Muitos de nós, orgulhosos de assumir a identificaçao do povo de Deus e até o nome de crente, temos bem pouco de Deus para mostrar em nossas vidas. Nós usamos palavrões, contamos piadas que não devem ser contadas, fofocamos, brigamos, olhamos para qualquer pessoa que passa na rua e pensamos coisas que não devemos, até levar aquele pensamento para o nosso banheiro mais tarde para fazer mais um áto que é pecado (veja a e-pístola "Sexo Artificial") e fazemos tudo na plena vista do mundo. Não há dúvida de porque o mundo acha Deus morto.

Nós somos chamados "a luz do mundo", "embaixadores de Cristo".  Mas meu amigo, muitos vezes nem chegamos ao ponto de ser uma faísca e geralmente mal representamos o Deus poderoso e santo que servimos.

Ap 1:8, “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Ele, de certeza vive, então qual é o problema?

Nunca na história do mundo existia tanta religião, e tão pouco de Deus, tão pouco de Deus nos corações dos Seus seguidores, então, qual é o problema? Meu medo é que existe muitos que estão correndo o risco de ser aqueles que um dia vão dizer, "Mas Senhor, nós não profetizamos no Seu nome?  Nós não curamos enfermos no Seu nome?" etc.  E lá vem aquela frase que ninguém quer ouvir, "Apartai-vos de mim, os que praticais iniqüidade. Nunca vos conheci."

Não estou condenando ninguém aqui, só estou fazendo questão de onde nós nos achamos na igreja hoje em dia.  A única difrência, em muitos casos, entre um incrêdulo e um crente é somente onde vai achar ele no domingo.  O resto da semana nem dar para diferenciar.  Será que estou exagerando o ponto? Se não é assim então, me diga porque mais incredulos não estão se convertendo.  Sabe por que?  Porque eles não estão vendo nada em nós que traz convicção, nada diferente.  A sua vida santa, a sua luz, traz convicção para aquele que está vivendo nas trevas.  A transformação na sua vida é o que da esperança ao aquele que está desejando mudar.

A hora chegou para nós como a Igreja de Cristo passar julgamento em nós mesmos e ver se saímos livres ou condenados.  Nós precisamos parar de falar tanto e começar viver;  parar de pregar de um Deus que faz mudanças sem mudar. Nós temos que verdadeiramente converter. O mundo está esperando de ver se temos um Deus vivo ou um Deus morto?

Eu creio em você e eu creio nesta geração.  Deus está despertando muitos hoje em dia de levar uma vida mais santa, uma vida que se destaca no meio de um mundo incrêdulo.  E eu creio que avivamento está chegando.  E eu creio que Deus vive!

Mais uma coisa sobre Nietschze, ele virou louco com 45 anos de idade e morreu 12 anos depois.  Eu acho que ele já tem mudado a sua opinião sobre Deus.

Nietzsche estava errado.

Deus vive.

Sua vida é prova disso?