Jesus cura um leproso
Pr. Jeff Fromholz21 de mai de 2013
Jesus cura um leproso
Mc 1.40-42; Um leproso se aproximou de Jesus e se ajoelhou diante dele, implorando para ser curado: “Se você quiser, pode me curar”. 41 Jesus, cheio de compaixão por ele, estendeu a sua mão, tocou nele e falou: “Eu quero. Seja curado”. 42 Na mesma hora a lepra o deixou, e o homem ficou curado.
Quando eu li essa passagem essa semana confesso que não entendi a sua totalidade na primeira leitura. Li e pensei legal, mais um milagre, pois eu não entendi a gravidade da doença do homem. Era tipo ele tinha um espinho e Jesus o curou; porém, era muito mais do que isso.
Muitas vezes nós perdemos perolas na Palavra só por não entender o total do que está sendo falado. Posso dizer para alguém que Jesus morreu numa cruz. Legal. Mas pode ser entendido que ele simplesmente foi até o lugar e morreu; que já seria grande coisa, mas quando começo falar da paixão de Cristo, a história toma um significado bem maior.
A Bíblia chama esse homem de leproso. É uma doença muito contagiosa que pode ser tratado hoje, mas era sem cura nos tempos da Bíblia. Naquele tempo não havia nenhuma doença mais temido.
Afeitou o corpo inteiro.
Geralmente começou com cansaço e dores nas juntas.
Manchas escamosas se desenvolveram na pele, e como a progressão da doença, o corpo seria coberto com nódulos cheios de pus.
A aparência do rosto foi alterado ao ponto que a pessoa com a doença acabarou aparentando como um leão.
Nódulos cresceram nas cordas vocais e a o leproso falou com uma voz rouca.
O corpo estava em estado de decomposição enquanto vivia. Assim o leproso tinha um cheiro terrível constantemente.
A lepra atacava o sistema nervoso, comprometendo a capacidade do corpo sentir dor. Ela agiu como um anestésico, adormecendo o corpo.
O leproso podia pisar em uma pedra ou um espinho e ferir seu pé e ser totalmente inconsciente de que havia um problema. Infecção então começou e eventualmente, o pé ferido caiu fora. O leproso podia lavar o rosto com água fervente e acabou se cegando. Ele podia colocar sua mão num fogo para pegar algo caido e não perceber que tinha sido gravemente queimado. Ratos e outros animais nocivos, muitas vezes mastigava leprosos dormindo. Um médico num país do terceiro mundo, muitas vezes enviava um gato para casa com seus pacientes leprosos depois de ter realizado a cirurgia neles.
Ao começo o fim, a doença geralmente durava nove anos.
Aquele que sofria morreu uma morte horrível.
Mas, um dos aspectos piores de lepra era a isolação social que trazia com ela. A lei Levítico era bem claro sobre os seus mandamentos ao leproso.
Lev 13.45-46; "A pessoa leprosa deve rasgar suas roupas e deixar o seu cabelo despenteado. Devem cobrir a boca e gritar: "Impuro! Impuro!" 46 Enquanto ela tiver a doença, estará impuro. Viverá sozinho num lugar fora do acampamento.
Até o tempo de Jesus, os rabis tinham adicionado mais regras a lei acerca de leprosos.
Se um leproso até colocou a sua cabeça para dentro de uma casa, era considerada impura.
Era contra a lei de cumprir um leproso.
Quando foi determinado que alguém tivesse lepra, ele foi banido da sua vila e não podia mais ter comunhão com outras pessoas. Ele tinha que deixar a sua família e os seus amigos.
Era contra a lei um leproso chegar menos de que 15 metros de uma pessoa limpa. E se estiver ventando a regra se mudou para 60 metros.
Ele não podia tocar nos membros da sua família; ele só podia os ver de longe.
Muitas famílias trouxeram comida e roupas para o doente por um tempo, mas depois o passar de tempo, a maioria fez um serviço fúnebre e considerava a pessoa afetada como morto.
O leproso tinha que rasgar as suas roupas para que as pessoas reconhecessem que era leproso.
Ele tinha que vestir como um enlutado indo a um funeral: o seu próprio serviço funebre!
Sobre o lábio superior, ele teve que usar um pano para não espalhar a contaminação e cada vez que via as pessoas chegando, o leproso era obrigado a gritar: "Impuro! Impuro!".
Os gritos do leproso avisava as pessoas de que um leproso estava por perto e as pessoas iriam pegar pedras para atirar no leproso para que ele não chegue perto.
Tudo isso faz mais incrível o fato que esse leproso aproximava Jesus. Quanta coragem. Quanto desespero. Ele arriscava apedrajamento, humiliação e a morte para chegar perto do Senhor.
Você pode imaginar a reação da multidão quando aquele leproso começou a empurrar pessoas fora do seu caminho? Eles deviam ter afastado dele rapidamente em horror, enquanto ele aproximava com seus gritos de “Impuro! Impuro!”
Certamente, alguns de seus companheiros leprosos tentaram desencorajá-lo. Eles poderiam ter dito: "É melhor ficar aqui com a gente. Jesus não vai te ajudar. Ele não se preocupa com um miserável como você”.
Mas, a fé tinha sido despertado em seu coração e fé foi empurrando ele na direção de Jesus.
Este homem veio a Jesus na maneira certa. Ele veio com humildade e ele veio na fé. Ele sabia que não merecia nada, mas ele sabia o suficiente sobre Jesus para saber que se o Senhor quisesse, ele poderia curar seu corpo. E quando ele fala, ele reconhece o poder do Senhor e a sobrania dele. Ele fala: “Se você quiser”.
Ele não sabia o que Jesus faria, ele simplesmente colocou o assunto nas mãos do Senhor.
Então ele fala: “Você pode me curar”.
Este homem chegou ao lugar onde ele sabe que precisa de um milagre de Deus para livrá-lo de sua doença. Aparentemente, ele está nos últimos estágios, Lucas 5:12 nos diz que ele era "cheio de lepra". Ele estava quase morto e precisava de uma intervenção divina. Assim, ele foi ao Jesus.
Jesus vê este coitado homem e ele vê a sua condição. Mas ele não recua de medo como o resto das pessoas estavam fazendo.
Ele não está repulsado por sua aparência ou por seu cheiro. Somos falados que Jesus foi "movido de compaixão".
Mas, o que é compaixão, um sentimento tipo pena com estamos ensinados a entender?
Compaixão não é como já tenho ouvido pessoas dizerem, “com paixão”, pois se fosse assim, compassivo que significa alguém com compaixão seria “com passivo”, ou seja, alguém que não faz nada, o oposto de ativo.
Splagchnon é a palavra mais forte no grego para compaixão - ela é a palavra que foi usada para um “movimento do intestino”.
Imagine alguém sentado num vaso, agora você entende. Só que a palavra é usada em relação de amor, se importando com alguém mais. Ela descreve algo que mexe com um homem ao seu mais profundo interior.
Não é somente pena: “Ooooh, coitado”. Ela descreve um sentimento muito profundo que leva a ação, como no vaso.
Compaixão verdadeira nos leva a fazer algo.
Cada vez que a Bíblia fala que Jesus teve compaixão, ele fez algo: ensinou, curou, libertou, alimentou.
Assim Jesus “cheio de compaixão por ele” fez algo muito estranho. Somos falados que ele “estendeu a sua mão e tocou nele”.
Fazia anos desde que este homem foi tocado por alguém.
Para tocar um leproso fez uma pessoa impura e era estritamente proibido pela lei.
Tocar um leproso poderia causar aquele o tocando se infectar também.
Mas, o que Jesus fez? Ele o tocou!
Eu não sei o que aquele leproso esperava. Provavelmente ser feito a correr na melhor das hipóteses e apedrejado até a morte, na pior. Imagine sua surpresa quando Jesus estendeu a mão e o tocou! Você pode ouvir o suspiro de surpresa da multidão e choque quando vêem Jesus estendendo a sua mão para tocar este homem impuro?
E quando Jesus tocava esse homem, o seu toque dizia: “Eu te amo. Eu me importo com você e estou aqui para te ajudar”.
Outros nunca teria tocado um leproso por medo de contrair a doença. Jesus, o mais limpo homem em toda a multidão, não temia contaminação, por isso Ele tocou nele sem medo.
Jesus simplesmente tocou nele e deu uma ordem para que ele seja limpo. E, na hora, a sua lepra desapareceu. Aquele corpo deformado foi feito novo em um instante.
Assim quando Jesus curou o homem, o mandou embora. É um termo forte, que significa Jesus o "expulsou-o da multidão." Mas por que?
Jesus estava tentando evitar um clima de circo em torno de seu ministério. Ele queria que as pessoas seguissem a mensagem e não os milagres. Ele sabia que quando eles viram um leproso curado diante de seus olhos, eles iriam pirar e vê-lo como um fazedor de milagres e não um pregador do Evangelho da graça. Além disso, o contato com um leproso também teria dado algo para os seus inimigos falar contra ele.
Jesus não apenas mandou ele embora. Ele o mandou para o sacerdote no templo. Era para este homem ir e cumprir as exigências da Lei para a sua purificação.
Ele irai ao sacerdote e o sacerdore acompanharia para fora do acampamento e faria um sacrifício por ele.
Era para a purificacão do homem e para uma testemunha aos sacerdote, pois era a primeira cura de um leproso recordado desde os dias de Eliseu. O sacerdote nunca tinha visto um leproso curado. Ele nunca tinha feito o sacrifício de Lev 14 por um leproso.
Naquele dia era para o sacerdote ficar ciente de que existia alguém na cidade que tina o poder de cura lepra. Esse milagre teria sido uma notícia ao sacerdote que o Messias tinha chegado.
Infelizmente o homem desobedeceu Jesus. Jesus o falou para ir ao sacerdote e não falar para ninguém no caminho. Mas quando ele foi, ele falou por todo mundo menos o sacerdote.
Em vez de gritar “impuro! Impuro!” ele gritava “Limpo! Limpo!”Olhem para mim, sou limpo!”
O leproso desobedecu Jesus e como resultado Jesus foi forçado a mudar seu ministério para as areas mais afastadas.
“Ainda assim, pessoas de todo lugar vinham até ele”.