Por que Jesus teve de morrer
Pr. Jeff Fromholz01 de jan de 2012
Por que Jesus teve de morrer?
Deus colocou Jesus diante dos olhos de todo o mundo como sacrifício, para que pelo seu sangue derramado, ele tornasse o meio pelo qual os pecados das pessoas fossem perdoados e a ira de Deus satisfeita, pela fé nele. Deus fez isso para mostrar a sua justiça, porque, na sua tolerância, ele não castigou os pecados cometidos no passado.
Romanos 3.25
Este é amor verdadeiro, não que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou Seu Filho para ser um sacrifício (propiciação), tomando sobre si a ira de Deus para tirar os nossos pecados.
1 João 4.10
Mas Cristo nos resgatou da maldição imposta pela lei. Quando ele foi colocado na cruz, ele tomou sobre si mesmo a maldição que era nossa, por causa nossos atos errados.
Gálatas 3.13
Se Deus não fosse justo, não haveria a necessidade de seu Filho sofrer e morrer. E, se Deus não fosse amoroso, não estaria disposto a deixar seu Filho sofrer e morrer. Entretanto, Deus é justo e amoroso. Por essa razão, seu amor se dispõe a satisfazer as exigências de sua justiça.
Sua lei exige: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6.5). Mas todos nós amamos mais a outras coisas do que a Deus. É nisto que consiste o pecado — desonrar a Deus, preferindo outras coisas em detrimento dEle e agindo em função dessas preferências. Por essa razão, a Bíblia afirma: “pois todos pecaram e não entendem a glória de Deus” (Romanos 3.23). Rendemos glória àquilo que mais apreciamos. E o que mais apreciamos não é Deus.
Assim, o pecado não é uma coisa pequena, pois não é uma ofensa contra um Soberano insignificante. A intensidade de um insulto é medida pelo grau de dignidade da pessoa insultada. O Criador do universo é infinitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Portanto, deixar de amá-Lo não é algo trivial — é traição. Deixar de amar a Deus é difamá-Lo e destruir a felicidade humana.
Visto que Deus é justo, Ele atenta para esses crimes e sente uma ira santa contra eles. Tais crimes merecem punição e Deus disse isso com clareza: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4). Há uma maldição santa sobre todo pecado. Deixar de puni-lo é injusto; é apoiar a atitude de desonra contra Deus. Nesse caso, uma mentira reinaria no âmago da verdade. Por isso Deus diz: “Amaldiçoado seja todo mundo que não observa e obedece a todas essas leis que estão escritas no livro da Lei de Deus” (Gálatas 3.10; ver também Deuteronômio 27.26). Contudo, o amor de Deus não se condiciona à maldição que pesa sobre toda a humanidade pecaminosa. Deus não se alegra em irar-se, não importa quão santa seja esta ira. Por isso, enviou seu próprio Filho para absorver essa ira e carregar, em si mesmo, a maldição em favor de todos os que confiam nEle. “Mas Cristo nos resgatou da maldição imposta pela lei. Quando ele foi colocado na cruz, ele tomou sobre si mesmo a maldição que era nossa, por causa nossos atos errados” (Gálatas 3.13).
Este é o significado da palavra “propiciação” nos textos citados anteriormente. Esta palavra se refere à remoção da ira de Deus por meio de um substituto. O substituto foi providenciado pelo próprio Deus. O substituto, Jesus Cristo, não somente anulou a ira, mas a absorveu, desviando-a de nós e direcionando-a a si próprio. A ira de Deus é justa. Ela não foi removida, mas atribuída a Cristo. Não brinquemos com Deus, nem façamos de seu amor algo trivial. Nunca ficaremos perplexos diante do amor de Deus, enquanto não considerarmos a seriedade de nosso pecado e a justiça da ira de Deus contra nós. Mas quando, pela graça, despertamos para nossa indignidade, então, podemos olhar para o sofrimento e a morte de Cristo e dizer: “Este é amor verdadeiro, não que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou Seu Filho para ser um sacrifício, tomando sobre si a ira de Deus para tirar os nossos pecados” (1 João 4.10).