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Folha A·541
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
01 de jan de 2012

Por que Jesus teve de morrer

Pr. Jeff Fromholz01 de jan de 2012

Por que Jesus teve de morrer?

Deus colocou Jesus diante dos olhos de todo o mundo como sacrifício, para que pelo seu sangue derramado, ele tornasse o meio pelo qual os pecados das pessoas fossem perdoados e a ira de Deus satisfeita, pela fé nele. Deus fez isso para mostrar a sua justiça, porque, na sua tolerância, ele não castigou os pecados cometidos no passado.

Romanos 3.25

Este é amor verdadeiro, não que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou Seu Filho para ser um sacrifício (propiciação), tomando sobre si a ira de Deus para tirar os nossos pecados.

1 João 4.10

Mas Cristo nos resgatou da maldição imposta pela lei. Quando ele foi colocado na cruz, ele tomou sobre si mesmo a maldição que era nossa, por causa nossos atos errados.

Gálatas 3.13

Se Deus não fosse justo, não haveria a necessidade de seu Filho sofrer e morrer. E, se Deus não fosse amoroso, não estaria disposto a deixar seu Filho sofrer e morrer. Entretanto, Deus é justo e amoroso. Por essa razão, seu amor se dispõe a satisfazer as exigências de sua justiça.

Sua lei exige: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6.5). Mas todos nós amamos mais a outras coisas do que a Deus. É nisto que consiste o pecado — desonrar a Deus, preferindo outras coisas em detrimento dEle e agindo em função dessas preferências. Por essa razão, a Bíblia afirma: “pois todos pecaram e não entendem a glória de Deus” (Romanos 3.23). Rendemos glória àquilo que mais apreciamos. E o que mais apreciamos não é Deus.

Assim, o pecado não é uma coisa pequena, pois não é uma ofensa contra um Soberano insignificante. A intensidade de um insulto é medida pelo grau de dignidade da pessoa insultada. O Criador do universo é infinitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Portanto, deixar de amá-Lo não é algo trivial — é traição. Deixar de amar a Deus é difamá-Lo e destruir a felicidade humana.

Visto que Deus é justo, Ele atenta para esses crimes e sente uma ira santa contra eles. Tais crimes merecem punição e Deus disse isso com clareza: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4). Há uma maldição santa sobre todo pecado. Deixar de puni-lo é injusto; é apoiar a atitude de desonra contra Deus. Nesse caso, uma mentira reinaria no âmago da verdade. Por isso Deus diz: “Amaldiçoado seja todo mundo que não observa e obedece a todas essas leis que estão escritas no livro da Lei de Deus” (Gálatas 3.10; ver também Deuteronômio 27.26). Contudo, o amor de Deus não se condiciona à maldição que pesa sobre toda a humanidade pecaminosa. Deus não se alegra em irar-se, não importa quão santa seja esta ira. Por isso, enviou seu próprio Filho para absorver essa ira e carregar, em si mesmo, a maldição em favor de todos os que confiam nEle. “Mas Cristo nos resgatou da maldição imposta pela lei. Quando ele foi colocado na cruz, ele tomou sobre si mesmo a maldição que era nossa, por causa nossos atos errados” (Gálatas 3.13).

Este é o significado da palavra “propiciação” nos textos citados anteriormente. Esta palavra se refere à remoção da ira de Deus por meio de um substituto. O substituto foi providenciado pelo próprio Deus. O substituto, Jesus Cristo, não somente anulou a ira, mas a absorveu, desviando-a de nós e direcionando-a a si próprio. A ira de Deus é justa. Ela não foi removida, mas atribuída a Cristo. Não brinquemos com Deus, nem façamos de seu amor algo trivial. Nunca ficaremos perplexos diante do amor de Deus, enquanto não considerarmos a seriedade de nosso pecado e a justiça da ira de Deus contra nós. Mas quando, pela graça, despertamos para nossa indignidade, então, podemos olhar para o sofrimento e a morte de Cristo e dizer: “Este é amor verdadeiro, não que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou Seu Filho para ser um sacrifício, tomando sobre si a ira de Deus para tirar os nossos pecados” (1 João 4.10).