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Folha A·219
Geração BenjamimJeff FromholzObra reunida
29 de mai de 2007

Quando fingindo cego não dar mais

Pr. Jeff Fromholz29 de mai de 2007

Quando fingindo cego não dar mais.

“Marco?”

“Pólo”

“Marco?”

“Pólo”

“Marco?”

“Pólo”

Como eu detestava aquela brincadeira na piscina quando eu era criança. Você gritava “Marco?” e os outros gritavam de volta pra você “Pólo” enquanto eles estavam mudando para não deixar você pegar eles. Ô, um detalhe, você tinha que pegar eles sem abrir seus olhos. E por isso eu não gostei da brincadeira. Cada vez que você pensava que ia pegar alguém, você acabou dando uma boa cabeçada na escada da piscina e se tornando a razão de tudo mundo rir sem controle, ou você simplesmente pegava ar. Isto geralmente continuou por mais ou menos três minutos até você cansou de fingir cego e abriu seus olhos, só um pouquinho, para poder pegar alguém mais e transformar seu pranto em festa. Nem sei porque crianças brinquem aquela. Ninguém curta e todo mundo quebra as regras. O pior era quando tudo mundo saiu da piscina e ficou lá fora gritando “Pólo” e você sem chance de pegar alguém passou por ser o maior burro na face do planeta. Não gosto daquela brincadeira, então nem me pede, eu não vou brincar; nem com meus filhos.

Faz um pouco tempo que eu cansei de uma outra brincadeira; mais um em que você finge de ser cego. Não sei por que eu passei tanto tempo jogando, nunca gostei, mais, ainda assim, eu continuei por anos. Talvez porque todo mundo estava jogando ou talvez porque, independente de quantas vezes eu tenho cantado, “Eu, eu, eu, eu quero Deus. Não importa o que vão pensar de mim, eu quero Deus”, eu realmente importo com o que as outras pensam de mim. Eu sei que aquele cântico era a igreja cantando para o mundo, que ela não ia se preocupar com o que o mundo achava dela. Foi legal, além do fato que eu nunca curtir a coreografia, não é meu estilo, mas, na boa, isto era o mais perto que a igreja atual chegou a uma revolução espiritual. A mensagem era boa ainda que se não fosse a verdade.

Mas, eu estou falando de estar preocupado com o que aqueles ao seu lado na igreja pensam. E infelizmente, a gente se preocupe. E por isso, eu tenho passado anos na igreja fingindo de ser cego e mudo, mas, não dar mais. Pode gritar “Marco”, mas, meus olhos estão abertos e não vou responder com “Pólo” independente de quantas vezes você gritar “Marco?”.

Não dar mais de ficar sentado tudo bonitinho fingindo que Deus numa maneira se agrada com a postura da igreja moderna. Na boa, acho que somos piores do que Sodoma. E Deus já falou isso para Judá uma vez também.

“Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não fez Sodoma, tua irmã, ela e suas filhas, como tu fizeste, e também tuas filhas. Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali.” (Ezequiel 16:48-50)

Interessante que nós sempre pensávamos que Deus destruiu Sodoma por causa do homossexualismo, mas a bíblia fala diferente. Perdoe-me por ter acabado com mais um mito aceitado por um povo que não leia suas bíblias confirmando o que foi escrito numa e-pístola anterior. Claro que uma das coisas que Deis não curtiu foi seu pecado sexual que rolava, mas Deus cita outras coisas como “a iniqüidade” da Sodoma: soberba, preguiça, e gula enquanto os pobres e necessitados sofreram bem fora da sua porta. Isso é que pirou Deus em relação de Sodoma. Interessante como uma igreja culpada das mesmas coisas consegue fala de Sodoma e um pecado especifica e emita de falar dos pecados que nós temos em comum com eles, aqueles que levaram eles a ser julgado. E este é o que tem me levado ao um ponto de abrir meus olhos e falar o que é “não importa o que vão pensar de mim.” A verdade é que meus olhos sempre estavam abertos, mas eu estava bem acomodado, e não queria balançar o barco. E até agora, a minha intenção continuar sendo de não balançar o barco, é de afundar ele de vez se necessário. Esse barco está indo à direção errada e levando muita gente nele.

É fácil de julgar e condenar Sodoma pelo seu pecado sexual era a coisa mais óbvia para nós que medimos pecado e mais longe da nossa realidade, nos deixando com uma sensação falsa de paz. Mas, Ezequiel estava lembrando Judá e está nos lembrando que não era por isso que Deus a julgou. O nosso problema mais perigoso é que temos decidido o que é um pecado grosso e inaceitável e o que é aceitável e permissível, ainda que não seja bom. A gente ouça dos púlpitos as criticas sobre pessoas viciados em fumar ou beber e veja algumas igrejas expulsando demônios de nicotina e álcool. E que tal o demônio de cafeína??? Se sendo viciado em cigarros é pecado, então, sendo viciado em Coca-Cola e café é também. Qual é a diferença? Um vício é melhor do que o outro? O será que existe alguém burro suficiente de discutir sobre os benefícios de Coca-Cola para o corpo humano? Espero que não. Nós declaramos um pecado aceitável, e comum, enquanto condenamos o outro.

E que tal os homossexuais? Eu não defendo o pecado deles, mas vejo em muitos deles uma insatisfação com suas vidas e um desejo de mudar. E isso me levar a defender deles para quem gosta de tirar onda, principalmente aqueles nos púlpitos condenando o pecado deles como se fosse o pior de todos. Mas, vem cá. Ninguém nunca percebeu de quantos pastores estão mostrando para todos o seu pecado sem vergonha e sem alguém questionar??? Não há um lugar que rola mais pecado do que um churrasco com os “irmãos”, nem numa boate de funk. O que tem de glutonaria lá é suficiente de dar Deus razão fazer chover fogo. Gula é o pecado predileto da igreja moderna, tipo caçula da família mimado. O mais louco é que raramente alguém o chama de pecado. Que hipocrisia. As pessoas até fazem piadas sobre sendo gordo e de ter comida demais, mas ninguém chega num púlpito para condenar todos que são gulas. (Eu não acho o púlpito o lugar de condenar qualquer pessoa. Deus é o único que tem esse direito.) E no mesmo tempo não acha piedade pelos homossexuais. Não dar para fingir cego mais. Eu te digo, uns homossexuais vão se achar numa condição melhor diante de Deus um dia do que muitos que carregam títulos, pois, muitos homossexuais estão lutando e são verdadeiramente arrependidos enquanto muitos irmãos nem pensam duas vezes sobre seu pecado ou barriga. E até nisso, um homossexual transa talvez umas duas vezes por semana enquanto um crente peco cada vez que ele senta-se à mesa para comer. Fala-me que é o maior pecador. Pare de tentar ser Deus. Seu julgamento está errado. Pecado é pecado. E não é para a gente medir ou decidir o que é o pior. Jesus morreu para libertar e salvar os homossexuais, tanto quanto as prostitutas, os que fumam, os que estão viciados em Coca-Cola e as gulas.

“Marco?”

Não dar mais de fingir cego numa igreja que só fala em prosperidade enquanto tem pessoas passando fome bem dentro dela, nem falando daquelas lá fora. Será que isso é o que Jesus queria? Igrejas xiques e pastores ricos, “prósperos” como eles mesmo dizem, enquanto outros bem aí estão passando por necessidades?

Eis que esta é a sua iniqüidade: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado.

Perdoe-me por mais uma vez sendo a chuva no dia que todo mundo queria ir para a praia, mas não dar mais. Não dar mais de ficar lá sentado vendo pessoas lutando por posições, títulos, e cargos ou buscando os elogios e louvores dos homens. Por que você acha que cada vez que alguém tem um testemunho é sobre o que ele fez por alguém? (aplausos) Que louco. E não dar a vontade de vomitar cada vez que o pastor passa meia hora elogiando alguém que fez algo dentro da visão ou deu uma oferta boa. Ecka!!! Não sei o que é o pior, a motivação do pastor vendendo tempo no púlpito para qualquer pessoa que faz algo que beneficia ele ou o cara que faz sabendo que o pastor vai falar dele na frente de todo mundo. E não me vem com esse papo que não é tão assim. É tão assim! Tenho vivido lá jogando essa brincadeira pelos últimos 37 anos. Conheço bem a parada e estou cansado de fingir cego.

“Marco?”

Não dar mais de ignorar a paixão óbvia de pastores por fama e reconhecimento. Será que é necessário de colocar os nossos nomes nas frentes das igrejas agora? Do que eu me lembro, Moises não escreveu nada na frente do templo.

Templo de Deus do ministério de Moises

Desde quando isso tinha algo a ver com os frutos do Espírito e depois nós queremos entender do por que temos tantas pessoas na igreja com motivações erradas. Tudo começo de cima e desce.

“Marco?”

Ou como nós conseguimos agüentar as pregações cada domingo sobre ofertas e dízmos que as vezes duram mais tempo do que a própria mensagem? Será que isso não fala de uma motivação errada. Não sei de qual versão da bíblia esses caras estão lendo, mas eu não vejo Jesus tirando uma oferta nenhuma vez. Imagine. E Ele até fez grandes milagres e alimentou multidões. Se alguém já tinha “direito” de pedir ajuda, era ele. Mas vez após vez na bíblia nós vemos Ele dando e não pedindo mais uma “oferta de amor”.

“Marco?”

E como que é que você quase nunca ver alguém pobre sendo 12 de alguém? Não tirando onda de nenhuma visão, mas fala sério. Não dar para fingir cego mais. Ou como nós podemos explicar a adoração óbvia de pessoas que rola na igreja. E eu não estou falando dos pop-stars artistas, estou falando de líderes, pastores. Você já ouviu, eu sou discípulo de “tal de tal”. Bocejar. Eu sou de Apollo. Eu sou de Paulo. Vai comprar uma bíblia. O Apostolo Paulo já tratou com isso e ainda nós ouvimos pessoas mastigando grama citando nomes de homens como se fosse algo que vai dar um bop no céu. Via dar nada. Pode ser de quem você quer, mas se você não é de Jesus, você é nada.

“Marco?”

E como nós como líderes fazem exceção de pessoas. Não fala que não rola, rola sim. Se alguém tem grana, como ele é tratado é muito, mais muito mesmo, diferente do que como um morador de rua é tratado. Um é oferecido de ser um dos discípulos do pastor, de entrar num ministério, de fazer o que ele quer, e o outro é oferecido um bom lugar de sentar no último banco.

Perdoe-me Marco, mas eu não sei jogar pólo e eu não posso fingir ser cego mais. A coisa está até doendo em mim; vendo aqueles sofrendo lá fora sem conforto nessa vida e sem esperança para a vida que vem e eu dentro de uma instituição chamada a igreja brincando brincadeiras de piscina.

Nós devemos cuidar melhor do que estamos cantando dentro de nossas sociedades fechadas, “Faz Chover”, pois talvez ele vai responder. Meu aconselho, compra uma guarda chuva de ferro, ou melhor, vamos mudar o retrato da igreja. A coisa já está feia demais, mas não é tarde demais. Só basta Deus levantar umas vozes proféticas na igreja hoje em dia clamando por reforma, gritando por mudanças, cansadas de brincadeiras de crianças. Deus condenou Sodoma por causa do seu orgulho, preguiça, gula e de não ter ajudado os necessitados, tudo que pode ser falado de nós hoje. Talvez todo mundo está falando no “mento” errado, talvez não é “aviva”, mas, “julga”. Espero que não.

“Marco?”

“Pólo”

“Cale boca! Eu não estou brincando mais”. (e assim eu sair da piscina)

Jeff